sábado, 4 de outubro de 2008


Felicidade de criança pode ser tanta coisa. Quando eu era pequena, felicidade para mim era ganhar revistas da luluzinha. Minha mãe comprava a revistinha mensalmente, e eu a lia aos poucos, economizando as histórias. Um dia eu lia duas , no outro, relia uma delas e lia mais uma e assim ia, até ler as cinco e recomeçar de novo.
Inesquecível também foi meu patinho amarelo que deslizava sob rodas, era um encanto. Eu o puxava pelo cordão e ele seguia atraindo olhares de crianças e adultos.
É ótimo ser criança. E olhe que fui uma criança pobre, tudo era muito regrado, mas a imaginação era muito fértil, e logo uma tábua sob duas latas de leites vazias, virava um lindo velocípede,
coqueluche daquela época. Ah, criança é feliz de todo jeito. Tudo é mágico, tudo é arte! E arte é
com elas mesmo. Não podemos jogar fora essas lembranças, criança ri de tudo, chora por tudo
e diz o que quer. Por isso, devemos cultivar, guardar com carinho a criança que temos dentro de nós. E vez por outra, devemos deixa-la correr livre, solta, sorrindo, dançando com o vento.

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