domingo, 2 de novembro de 2008

SAUDADE


Escrevo o que a vontade me passa.
Saudade da casa...ver as acácias...
E busco palavras que me ajudem
A descrever minhas relíquias:
A velha máquina de escrever a
Fazer-me tão compenetrada
O mundo todo a correr e a velha
Máquina de escrever, não saía da sala.
Vejo a bruxinha de pano
Largada na cama, com uma cara engraçada.
O espelho na sala, o relógio na parede que
Sempre mostrava a hora errada.
O latido dos cães na madrugada.
Será ladrão, um forçar de portas?
Não!...é só um bêbado que passa.
E assim seguiam- se os dias sem fim
E as noites mal-assombradas!


Fátima Moraes

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