
Dói...mas dói quanto?
Aonde moram todos os loucos, com suas vestimentas
brancas encardidas pelo tempo?
A contar suas bravuras se desmancham, revendo suas andanças...matando assim, o tempo!
Um homem se barbeia na janela do seu apartamento.
Que será que tem em mente?
Anuncia a passagem como quem anuncia um assalto...
As codornas crescem ligeiro no viveiro,
quase não podem, em plena dolescência, abrir as asas!!!
Queria com as pontas dos dedos, tocar em meu ídolo,
para saber se é de carne ou se é de vidro...
Amanheceste agora?
Amanheci!
Dormiste como?
Não dormi!
Como vinhestes?
Fugi!
E os meus olhos atentos a tudo que seja supremo,
flagou-a no céu, no breve momento em que passou a nuvem,
radiante, cor de giz, se impondo!
E comprando um livro usado, teve em mãos um mundo novo,
a vida sob outro ângulo, a beleza esclarecida,
o polir do diamante, as Nações reunidas...
Fátima Moraes

Um comentário:
Os pardais sábiamente recolhem-se cedo, para levantar na hora.
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