
O piso encravado de sofrimento dos negros, escravos dos brancos...Pedra por pedra contavam a história: A igreja era de uma perfeição feita à mão...Nas reentrâncias das paredes desenhadas, pombos se recolhiam numa paz profunda, alheios a tudo que acontecia...E a beleza me castigava!
Foi aí que te encontrei, olhos inquietos de perdição!!! Se fosse ler tuas mãos...pra quê? Teus olhos
ali, como livro aberto, mil escudos!...E eu, andorinha junto ao gavião....
Depois, como pavão abriste teu leque de pinturas...E eras o criador, tolhendo a criatura. Não sei
quantos pombos voaram, sei que choveu!, mas pobre de mim, me senti pequenina. Porém me refiz inteirinha...E algo mudou em mim...Vi que a vida era tão linda...Também vi que o falcão águia, pavão, na calmaria, poderia tornar-se (risos) pinto de um dia!
Fátima Moraes

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